Presidentes de partidos, vereadores que pretendem se reeleger e novos candidatos, como também quem visa concorrer ao Executivo, têm uma grande oportunidade em 2024, ano de eleição.
A população na sua maioria está insatisfeita com os políticos, por tudo que tem saído na imprensa e nas redes sociais. Está clamando por mudanças. A classe política tem a pior avaliação nas pesquisas.
Sem a menor dúvida, esse cenário oferece para quem nele está e para quem pretende entrar, uma grande oportunidade de capitanear os anseios dos eleitores e propor as mudanças a fim de revisar o modelo político atual. Um dos desejos do povo em relação ao Legislativo: redução dos salários e da quantidade de vereadores.
Depois do fortalecimento e da independência do Legislativo (e dos bons salários), um dos principais objetivos dos partidos deveria ser o de começar a adotar práticas consolidadas nas organizações, como a de aprimorar o recrutamento, a seleção; e passarem a capacitar os candidatos a vereadores e prefeitos. Além disso, não direcionar quais devem ser os eleitos. E mudarem de legendas de aluguel para partidos de fato.
No Executivo cabe uma reforma administrativa, abrangendo a proposta de aqueles que ali atuarem terem a mesma carga horária de quem paga seus salários – a iniciativa privada. E, ainda, a redução dos cargos de confiança.
O que estamos sugerindo é a aspiração de quem vota e não vem se sentindo representado. Acreditamos que há possibilidade de tais mudanças acontecerem, porque as redes sociais têm mostrado que o atual modelo se exauriu; ao mesmo tempo em que apontam um novo caminho, o de que os políticos devem procurar formar boas chapas de vereadores e bons candidatos para o Executivo e, com isso, recuperarem a credibilidade.
As forças vivas das cidades não podem mais ignorar o processo político, como têm feito até agora. Vemos essas possibilidades como oportunidade para a classe política. E a corrida para 2024 já começou.
Hélio Mendes
Com mais de 1.500 artigos publicados, é consultor de empresas, foi secretário na área de planejamento e meio ambiente da cidade de Uberlândia/MG; é professor em cursos de pós-graduação e da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG e membro do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicadas, de Brasília.