A atividade política nunca cessa, e a preparação para as eleições de 2024 já começou. A lei não permite definições neste período, mas sim pré-candidatos. Os potenciais sempre são os que estão ocupando cargos. Lembrando que o atual prefeito não pode concorrer à reeleição, podemos considerar prováveis candidatos até o momento.
Pela ala conservadora, o deputado Leonídio Bouças, o deputado Cristiano Caporezzo e o vice-prefeito Paulo Sérgio.
Na ala da esquerda, o ex-deputado e ex-prefeito Gilmar Machado e a deputada Dandara; possivelmente um será vice e outro, candidato a prefeito. Unir os que têm mais votos é uma característica do partido.
O prefeito Odelmo tem feito uma boa administração. Tem cacife para unir os conservadores e apoiar quem estiver melhor nas pesquisas, porque sabe que, se houver alguma divisão, existe possibilidade de a esquerda vencer. Pela posição da cidade e pelos trabalhos realizados, deverá concorrer ao Senado ou ao governo do estado no futuro.
Acreditamos que a eleição dependerá de dois fatores: se o governo Lula estiver bem até 2024, poderá ter chance de fazer o prefeito de Uberlândia. Se o prefeito Odelmo e a deputada Ana Paula conseguirem unir a direita, terão mais possibilidade de sucesso. Ainda temos muitos “ses”.
Porém, como faltam 12 meses até as convenções, muita coisa poderá mudar neste cenário. Na cidade temos boas lideranças: presidentes da CDL, da ACIUB, do Sindicato Rural e da Sociedade Médica. Os quatro estão fazendo um bom trabalho e, depois das redes sociais, passaram a ter chance de disputar cargos executivos, mesmo não tendo experiência política. Mas precisarão do apoio do prefeito Odelmo.
A grande preocupação agora é a formação das chapas para vereadores, lembrando que a renovação das câmaras tem sido alta e, com o novo salário de 27 mil reais, vai aumentar o número de interessados.
Hélio Mendes
Com mais de 1.500 artigos publicados, é consultor de empresas, foi secretário na área de planejamento e meio ambiente da cidade de Uberlândia/MG; é professor em cursos de pós-graduação e da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG e membro do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicadas, de Brasília.